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Coluna - Internacional - 31 de julho de 2022

Opinião: Cuba merece atenção especial no Mundial

Daniel Bortoletto escreveu sobre as impressões iniciais sobre a seleção de Cuba

Foram apenas três jogos na Copa Challenger masculina na Coreia do Sul. Mas o suficiente para o mundo do vôlei voltar a observar Cuba com outros olhos. Olhares de respeito, eu diria. E, talvez, de preocupação.

Menos de um mês antes do início do Campeonato Mundial, a seleção cubana mostra ter um potencial enorme de crescimento. Jogou a Challenger sem Simon e Yant, dois titulares absolutos. E mesmo assim ficou com o título e com a vaga na VNL de 2023. Com todos eles juntos, um pouco mais de entrosamento e a confiança em alta, até onde Cuba pode chegar?

No atual ranking da Federação Internacional, os cubanos ocupam o 12º lugar. Ainda distantes do grupo dos melhores e apontados como os favoritos de sempre: Polônia, França, Brasil, Estados Unidos, Itália… Eu vou utilizar uma expressão muito utilizada por Bernardinho anos e anos atrás, quando dirigia a “Geração de Diamante”, para tentar definir Cuba: mina vagante. O técnico tratava assim adversários com potencial para explodir a qualquer momento, atrapalhando o caminho de um dos favoritos. E é assim que vejo Cuba para o Mundial.

Na primeira fase, os cubanos já terão dois rivais com posição melhor no ranking pela frente: Brasil (atual terceiro colocado) logo na estreia e Japão (nono). Jogarão sem responsabilidade contra ambos e serão perigosíssimos.

Na Challenger, Cuba mostrou aos rivais algumas credenciais: o saque segue poderoso. Dos cinco maiores sacadores do torneio, três nasceram na ilha caribenha: os pontas Lopez e Mergarejo lideraram a estatística com seis aces, um a mais do que o oposto Herrera. O conhecido poderio do ataque também chamou a atenção, com três atletas terminando acima dos 60% de aproveitando: os centrais Alonso e Concepcion e o capitão Lopez.

No Mundial, com a volta de Simon, Cuba ganhará um jogador dominante em vários fundamentos, capaz de prender o bloqueador de meio e “facilitar” a vida de quem estiver nas extremidades para atacar. Além de muito peso no block e no saque. Já com Yant, titular do Civitanova, o time ganha um passador mais regular.

Não sei você, mas acho que Cuba voltou para ficar no grupo das melhores seleções do planeta.

Por Daniel Bortoletto

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