Rosamaria
Home Especiais Rosamaria e Sabrina falam sobre a vida e os aprendizados no Japão
Especiais - Internacional - 29 de janeiro de 2026

Rosamaria e Sabrina falam sobre a vida e os aprendizados no Japão


Na temporada 2025/2026, o Brasil é representado na SV.League, o Campeonato Japonês feminino de vôlei, por Rosamaria e Sabrina. A dupla defende o Denso Airybees e ganhou destaque na abertura de série de perfis de atletas internacionais em atuação na liga, divulgada nesta quinta-feira (29/1).

O conteúdo promete mostrar a experiência dos estrangeiros dentro e fora das quadras no Japão: a vida no país, a adaptação cultural, o dia a dia com as equipes e o nível da liga. E as brasileiras abrem a série, exibida no YouTube.

A VIDA NO JAPÃO

– Jogar juntas é uma experiência única. Eu a admirei por tanto tempo na Seleção Brasileira e é incrível que possamos compartilhar nossa energia. Toda a nossa equipe sente a presença e a energia dela. Estou tão feliz de poder sentir essa energia diretamente – disse Sabrina, estreante no Japão em 25/26, após passagem pela Polônia.

Em sua terceira temporada no vôlei japonês, Rosamaria já se sente em casa. E fala dos impactos da experiência no Oriente e o quanto ela pode ser boa para Sabrina:

– Essa é uma chance única na vida, tanto no vôlei quanto nesta cultura. Acredito que, de alguma forma, isso vai mudar a forma como ela vê a vida de uma maneira positiva. Há muito que a cultura japonesa pode nos ensinar – comentou Rosa.

– O vôlei aqui é tão profundo. Como atleta, isso só pode ajudá-la a crescer. É tão diferente do país onde crescemos. Eu digo para ela ter a mente aberta e ser capaz de refletir sobre o que aprende – completou.

ESTILO DE JOGO

Um tema recorrente entre atletas estrangeiros: como o vôlei japonês é diferente das demais escolas. Enquanto muitas seleções começam com força e depois se concentram na técnica, no Japão é o oposto.

– O vôlei japonês, incluindo a SV.League, é conhecida por ser muito habilidosa. Eu me perguntei: “Como eu evoluirei como atleta?” Então escolhi vir para o Japão, onde posso me desafiar. Sinto que minhas técnicas defensivas e minhas habilidades de análise melhoraram em comparação com antes. Sinto que evoluí nos últimos dois anos – analisou Rosamaria, eleita para a seleção do campeonato na temporada passada, com média superior a 21 pontos por jogo.

Mas ela ainda sente que pode melhorar mais, especialmente na velocidade, um elemento-chave do voleibol japonês.

– Sobre técnica, ainda me pergunto como todo mundo consegue reagir tão rápido à bola. Minhas companheiras estão constantemente uma fração de segundo à minha frente. Elas fazem parecer tão fácil. Sinto que elas estão um passo à minha frente. Gostaria de aprender a obter essa reação rápida.

– Quando treino com nossas companheiras, muitas vezes preciso acompanhar o alto nível de defesa delas. Tecnicamente, aprendo muito.

Denso
O time do Denso Airybees (Divulgação)

BAGAGEM CULTURAL

A cultura do vôlei japonês anda de mãos dadas com a cultura geral da sociedade local. E Rosa e Sabrina não escondem o impacto positivo:

– Quando cheguei aqui, estava tão ocupada e sempre com pressa. Achei que precisava fazer tudo imediatamente. Mas então percebi que não há necessidade disso. As coisas são feitas de forma diferente aqui e isso mudou a forma como vejo a vida – contou Rosa.

– Culturalmente, o Brasil é um país muito acelerado. Mas essa parte de mim mudou depois que cheguei ao Japão. Agora, eu cuido das situações. Não há necessidade de fazer as coisas com pressa. Na verdade, é uma perda de tempo.

A lição já foi aprendida por Sabrina.

– Rosamaria fala frequentemente sobre paciência. Com as defesas japonesas, elas nunca perdem a bola. É quando ela diz: “Paciência”. Ela diz que a paciência faz parte da cultura e é assim que fazem as coisas aqui. Quando olho para Rosa, sempre vejo o quão calma ela está.