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Copa Brasil - Destaques - 27 de fevereiro de 2026

Tifanny volta a ganhar “condição de jogo” com decisão judicial


Horas antes da abertura da semifinal da Copa Brasil feminina de vôlei, a oposta Tifanny volta a ter condição de entrar em quadra. Em decisão da Vara da Fazenda Pública de Londrina, a jogadora está liberada a defender o Osasco São Cristóvão Saúde.

Uma lei municipal da cidade paranaense proibia a presença de atletas trans em eventos esportivos. Mas ela apontada como inconstitucional por especialistas em direito.

O caso foi, inclusive, levado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Organizadora do evento e parte no processo, a Confederação Brasileira de Vôlei ainda aguarda uma resposta à ação.

POSIÇÃO DO CLUBE

Mais cedo, o Osasco divulgou uma nota oficial sobre a situação de Tifanny.

“O Osasco São Cristóvão Saúde, instituição que há décadas se dedica ao desenvolvimento e à excelência do voleibol brasileiro, vem a público manifestar seu posicionamento oficial a respeito da situação que envolve a participação da atleta Tifanny Abreu na fase final da Copa Brasil, a ser realizada na cidade de Londrina (PR).

Tifanny Abreu atua profissionalmente no voleibol nacional há mais de oito anos. É uma atleta exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), órgão máximo que regula a modalidade no país. Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV.

O Osasco São Cristóvão Saúde entende que as competições esportivas de nível nacional devem ser regidas pelas normas das confederações esportivas nacionais, que possuem a competência técnica e recursos para análise científica para definir os critérios de elegibilidade. A interferência de legislações municipais sobre regras de competições federadas cria um precedente perigoso que ameaça a isonomia e a integridade das disputas esportivas no país.

Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação.
Osasco São Cristóvão Saúde”, publicou o clube, antes da decisão.