
Janusz, com problema no fígado, se aposenta da seleção polonesa
O levantador Marcin Janusz revelou, nesta segunda-feira (30/3), o motivo da aposentadoria precoce da seleção polonesa masculina de vôlei. O jogador de 31 anos desenvolveu um problema no fígado por conta da medicação tomada para poder entrar em quadra nos últimos anos.
– A maioria dos fãs sabe dos meus problemas nas costas, com os quais venho lutando há anos, inclusive durante as Olimpíadas de Paris. Se fosse só por isso, eu voltaria para a seleção nacional nesta temporada. No entanto, essa era apenas uma das razões e não a mais importante – disse Janusz em entrevista Przeglad Sportowy.
Ele explicou como desenvolveu uma fibrose hepática de segundo grau:
– Ao longo dos anos jogando por clubes e pela seleção, tomava analgésicos ou anti-inflamatórios quando surgiam problemas de saúde, e mesmo assim precisava jogar. É assim que a vida cotidiana de todo atleta se parece e não é nada extraordinário. Não quero dizer que exagerei. Mas em Paris, tive que aceitar muitos remédios para poder jogar as partidas mais importantes da minha vida. Não me arrependo, porque se eu tivesse que tomar essa decisão de novo, faria o mesmo. Afinal, sempre sonhei em competir nas Olimpíadas e ganhar uma medalha.
O DIAGNÓSTICO
Janusz, atualmente no Resovia, contou quais foram os sintomas que fizeram com que ele e a equipe médica buscassem um diagnóstico.
– Quando cheguei ao clube depois da temporada olímpica, a única coisa que conseguia fazer depois de voltar dos treinos ou partidas era dormir. Essa situação se arrastou por um longo tempo, várias semanas. Senti que não era fadiga comum. Naquela época, nem estávamos em um período de treinamento muito intenso com Zaksa (ex-time), e eu frequentemente não conseguia sair da cama. Em casa com minha esposa e no clube com toda a equipe, começamos a nos perguntar o que estava acontecendo. Estudos mostraram marcadores hepáticos muito altos, muito acima do normal. Já sabíamos para onde deveríamos procurar a causa da minha saúde – revelou.
– Ouvi claramente que, se eu ignorasse o problema e continuasse no mesmo modo — com cargas pesadas e a necessidade de recorrer a medicação com frequência — isso levaria a um estágio mais avançado de fibrose, porque eu já estava no limite. Na prática, isso significaria lidar com uma doença crônica por muitos anos, ou talvez até pelo resto da vida. Não só meu desempenho na seleção polonesa, mas também minha carreira futura em clubes e atuar como atleta profissional seriam uma grande incógnita. Olhando para trás, acho que tive muita sorte de conseguir detectar esses problemas bem cedo e reagir a tempo – contou.


