
Antropova diz adeus ao Scandicci: “Me diverti muito aqui”
Terminou oficialmente nesta quarta-feira (6/5) a relação entre Ekaterina Antropova e o Scandicci. Com uma nota oficial, o clube italiano oficializou a saída da oposta. Na próxima temporada, ela jogará pela Turquia pelo Eczacibasi.
Foram cinco temporada de “casamento”. Antropova chegou ao Scandicci em 2021, aos 18 anos, e se transformou numa das melhores jogadoras da posição no planeta. O ápice aconteceu em São Paulo, em dezembro do ano passado, com a conquista do Mundial de Clubes. Ela ainda faturou a Copa Challenge 2021/2022 e a Copa CEV 2022/2023.
– Se tivessem dito à garota que eu era há alguns anos, talvez aos 19, que esse seria meu caminho em Scandicci, eu nunca teria acreditado. É algo incrível e estou feliz por ter contribuído, especialmente em uma temporada em que ganhamos um troféu tão importante – comentou Antropova.
– É difícil escolher um momento especial, porque toda a jornada foi empolgante. O fato de eu ter ficado aqui por cinco anos, para mim, que me mudei para a Itália aos 14, é algo único. Fiz essa escolha porque me sinto bem aqui, encontrei pessoas incríveis: é um lugar onde me sinto em casa. Agora uma mudança importante me espera, um novo desafio tanto esportivo quanto pessoal. Estou muito curiosa para descobrir algo diferente, mas minha escolha não está ligada a algo errado: me diverti muito aqui.
“O clube gostaria de agradecer a Antropova pelo profissionalismo, comprometimento e contribuição extraordinária que ele deu nessas cinco temporadas, deixando uma marca que vai além de qualquer resultado”, publicou o Scandicci.
TRAJETÓRIA
Nascida em 19 de março de 2003 em Akureyri, na Islândia, Antropova foi criada em São Petersburgo, na Rússia. A mudança para a Itália aconteceu quando ela tinha 14 anos. Após as primeiras experiências entre a Série C e a Série A2, a chegada a Scandicci marcou o início de sua consagração definitiva.
Em 10 de agosto de 2023, obteve a cidadania italiana, tornando-se elegível para a seleção nacional. Pela Azzurra, sob a orientação de Julio Velasco, ela foi a protagonista de um ciclo extraordinário, conquistando o ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o título mundial na Tailândia em 2025 e dois sucessos na Liga das Nações (2024 e 2025).


