
VNL apresenta nova tecnologia para desafios remotos por vídeo
A Liga das Nações (VNL) terá uma importante novidade tecnológica na edição de 2026. A competição passará a utilizar um hub remoto para o sistema de desafios por vídeo, em um modelo desenvolvido pela Volleyball World em parceria com a empresa de tecnologia Bolt6.
A mudança substituirá o modelo totalmente presencial utilizado até então nos eventos da VNL. Com o novo formato, dois árbitros responsáveis pelos desafios e um operador técnico da Bolt6 deixarão de viajar para cada sede da competição. Parte das operações de arbitragem e suporte técnico será centralizada e realizada remotamente.
Segundo a Volleyball World, a iniciativa busca aumentar a eficiência operacional da competição e criar um modelo mais sustentável para a realização dos torneios, sem alterar os padrões de arbitragem exigidos em competições internacionais de elite.
O uso de operações remotas segue uma tendência já observada em outras modalidades esportivas ao redor do mundo, que vêm adotando soluções tecnológicas centralizadas para aumentar a consistência das decisões e melhorar a sustentabilidade operacional de grandes eventos.
A edição de 2026 da VNL servirá como projeto piloto para o novo modelo. A ideia é que a Volleyball World e seus parceiros utilizem a competição para testar, avaliar e aperfeiçoar o sistema antes de uma possível implementação definitiva em outros torneios internacionais.
Marcelo Hargreaves, Diretor de Produto da Volleyball World, destacou que a VNL segue sendo utilizada como plataforma de inovação dentro do voleibol.
– A VNL sempre serviu como uma plataforma para inovação e evolução operacional no vôlei, e a introdução do hub remoto do VCS é mais um passo importante nesse processo. Trabalhando em conjunto com a Bolt6 e utilizando experiência comprovada em operações remotas, estamos criando um modelo mais eficiente e sustentável, mantendo os mais altos padrões de arbitragem da competição – afirmou.
A expectativa é de que o novo sistema gere uma redução superior a 51% nas emissões relacionadas a viagens aéreas, o que representa cerca de 56 toneladas de CO2 equivalente a menos em comparação com o modelo anterior.
Além do impacto ambiental, a centralização das operações também deve trazer ganhos de eficiência e otimização de custos para a organização da competição.


