Gabi
Home Destaques Gabi fala sobre lesão e projeta retorno à Seleção: “Não sinto mais dor”

Gabi fala sobre lesão e projeta retorno à Seleção: “Não sinto mais dor”


Fora das duas primeiras partidas do Brasil na Liga das Nações (VNL), a ponteira e capitã Gabi demonstrou confiança em seu retorno às quadras pela Seleção brasileira nos próximos dias. A jogadora segue com o grupo em Brasília (DF) e ainda pode ser utilizada por José Roberto Guimarães nos confrontos contra Bulgária ou Itália, no fim de semana.

Após a vitória brasileira por 3 sets a 1 sobre a Holanda, na estreia da competição, Gabi falou pela primeira vez sobre a lesão que sofreu durante a reta final da temporada europeia e detalhou o processo de recuperação.

Segundo a ponteira, o problema foi mais complexo do que parecia inicialmente. Após um choque com Ting Zhu durante uma partida pelo Conegliano, ela sofreu uma lesão considerada incomum no voleibol.

– Acabei tendo uma luxação, na verdade, da costela. Não cheguei a quebrar, mas a recuperação foi praticamente como se eu tivesse fraturado a costela – explicou.

– No primeiro exame, a lesão não apareceu no raio-X. Mas eu continuava com muita dor. Quando fizemos o ultrassom e a tomografia, foi possível ver realmente o amassamento da costela. Ela quase quebrou. Era por isso que eu estava sentindo tanta dor – revelou.

LESÃO DE RUGBY

Por se tratar de uma ocorrência rara no esporte, a recuperação exigiu cuidados especiais. Gabi contou que o clube recorreu a profissionais acostumados a tratar esse tipo de lesão em atletas de rugby, modalidade em que o problema é mais frequente.

– Tive a sorte de estar em um clube que geriu tudo muito bem. Os fisioterapeutas, preparadores físicos e médicos me encaminharam para especialistas que trabalham com rugby, porque é um tipo de lesão muito mais comum nesse esporte do que no vôlei – disse.

As primeiras semanas foram as mais difíceis. Além das limitações físicas, a jogadora enfrentou dores intensas até mesmo para dormir.

– Ninguém tinha muito conhecimento sobre como eu reagiria quando voltasse a atacar. As duas primeiras semanas foram bem difíceis. Eu sentia muita dor, até para dormir – contou.

Apesar da preocupação inicial, a recuperação aconteceu mais rápido do que o previsto. Enquanto a expectativa médica era de um afastamento entre cinco e seis semanas, Gabi conseguiu retornar em aproximadamente três.

– Foi uma recuperação mais rápida do que todo mundo imaginava. Como não é uma lesão comum no vôlei, ninguém sabia exatamente como seria. No fim, eles imaginavam algo entre cinco e seis semanas, e eu consegui voltar em praticamente três – afirmou a ponteira.

Agora, a capitã da seleção garante estar totalmente recuperada e vê com naturalidade a decisão de iniciar a Liga das Nações em um ritmo mais controlado após uma temporada desgastante na Europa.

– Hoje já fiz novos exames, não sinto mais dor e não tenho nenhuma complicação. Então foi um livramento. Ficou só o susto – concluiu.