
Gabi volta a criticar tratamento da CBV dado a Tifanny
A capitã da Seleção Brasileira, Gabi Guimarães, voltou a se manifestar sobre o caso envolvendo Tifanny, do Osasco/São Cristóvão Saúde. A atleta, que é uma mulher trans, foi impedida de disputar a Superliga 2026/27 após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) adotar uma nova regra de elegibilidade para a categoria feminina.
Gabi criticou principalmente a forma como Tifanny foi tratada durante o processo. Para a ponteira, a decisão desconsiderou a trajetória construída pela jogadora no voleibol brasileiro. Tifanny atuava na Superliga havia cerca de oito anos e, anteriormente, estava autorizada pela própria CBV a competir. Vale lembrar que há algumas semanas, a ponteira já havia criticado a entidade máxima do voleibol nacional no tratamento dado à jogadora do Osasco.
– Eu fiquei muito triste, na verdade, de ver a falta de humanidade como a Tifanny foi tratada nessa situação. Ela era uma atleta que estava elegível pela própria Confederação Brasileira a poder jogar, participava da Superliga já há oito, nove anos, então ela construiu uma história, construiu uma carreira. E pouco pensaram nela como ser humano – afirmou, em entrevista ao “GE”.
A CBV anunciou a mudança em 14 de agosto. A nova diretriz determina que a categoria feminina seja restrita a atletas do sexo biológico feminino. A entidade afirma que a medida segue a política adotada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
Gabi, entretanto, questionou o momento escolhido para a mudança. Segundo a jogadora, a decisão poderia ter sido conduzida de outra maneira, principalmente diante da trajetória de Tifanny no esporte.


