
Dica da mãe para a capitã Gabi: “Mais do que tudo, divirta-se”
Foram mais de quatro meses sem jogar uma partida oficial de vôlei. Ansiedade, insegurança, dúvidas, dores… Para aliviar ou minimizar todos esses sentimentos, os sábios conselhos maternos. Na noite desta terça-feira (8/9), Gabi, capitã da Seleção Brasileira, disputou parte da estreia no Campeonato Sul-Americano de vôlei.
No Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, após a vitória sobre a Venezuela, a jogadora revelou em entrevista ao Web Vôlei o papel da mãe Elaine neste longo processo de afastamento das quadras, após lesão sofrida no Conegliano em um choque com Ting Zhu.
Elaine, inclusive, estava no ginásio. E vibrou como a torcedora número 1 de Gabi. Exalava felicidade. Talvez só a mãe e as pessoas mais próximas tivessem a real noção da importância do jogo para a ponteira.
– Eu até me emociono, pois minha mãe é minha grande apoiadora. Ela ficou muito feliz mesmo. A gente já tinha planejado para ela vir para o Sul-Americano, mas tinha essa possibilidade de eu não jogar. E ela falou: “Gabi, independentemente de qualquer coisa, o mais importante é a sua saúde, é você estar bem (fisicamente) e bem de cabeça. Ela falou pra mim: “Estou muito feliz por ter essa oportunidade”. E uma coisa que eu levei para a quadra nessa estreia: “Mais do que tudo, divirta-se. Você ama, você faz de tudo para representar seu país da melhor maneira. Você fez de tudo para conseguir se recuperar”. Eu levei um pouco deste pensamento e desta energia para o jogo – contou a capitã do Brasil.
TRABALHO PSICOLÓGICO
Gabi ainda admitiu ter vivido, durante o processo de recuperação, momentos emocionalmente muito complicados por conta da incerteza do prazo de retorno ao vôlei:
– Foi muito difícil para mim ficar fora da Liga das Nações. Durante a temporada de clubes, a gente sempre faz uma projeção, pensando na Seleção, no futuro. E eu tinha muito na minha cabeça que era um nome que a gente poderia ganhar tudo. Eu vinha me preparando para fazer uma boa temporada de clubes para chegar bem e jogar tudo pela Seleção. Então foi frustrante. Mas hoje eu faço terapia, cuido da minha cabeça. Sei que algumas coisas fogem do controle. Mas tive um mês ali que foi muito difícil lidar com essa ausência.


