
(Maurício Val/CBV)
Julia Bergmann
Julia Bergmann diz que ausência de Gabi ajudou”gêmeas” da Seleção a crescer
A ausência de Gabi Guimarães durante boa parte da temporada da Seleção Brasileira em 2026 abriu espaço para novos talentos. Diante disso, as “gêmeas” Julia Bergmann e Ana Cristina não tiveram escolha senão assumir mais responsabilidades dentro de quadra nesse período. Após a vitória do Brasil sobre o Peru pelo Sul-Americano Feminino de Vôlei 2026, na noite desta quarta-feira (9/9) Julia avaliou esse processo.
“Com certeza, a gente teve que assumir mais responsabilidade. A Gabi faz muita falta dentro de quadra, como liderança, a jogadora que ela é. Mas eu acho que foi muito bom para o nosso crescimento também”, afirmou Júlia, em entrevista ao Sportv.
Com o resultado, o Brasil manteve a liderança do Sul-Americano e mantém vivo o sonho de conquistar o 24º título da competição. Mas, o ouro não é o único objetivo da Seleção na temporada. O campeão sul-americano garantirá vaga direta para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
Gabi não disputou a VNL
Apesar de ter se apresentado normalmente à Seleção em maio, como previsto, Gabi não conseguiu sequer treinar com bola. Mesmo tendo feito tratamento intensivo nos primeiros dias da VNL, a camisa 10 não se recuperou e acabou desfalcando o Brasil durante toda a Liga das Nações.
Mas, mesmo sem sua principal jogadora, o Brasil fez uma ótima campanha na competição. Sem Gabi, Julia e Ana Cristina ganharam protagonismo e formaram o pilar que levou o time verde-amarelo para a final da VNL – perdeu a medalha de ouro para a Turquia.
Diante da falta de opção de ponteiras experientes no banco, Zé Roberto apostou na dupla. Titulares, Bergmann e Ana tiveram de assumir as funções de passe e de definição dos ataques que naturalmente seriam da Gabi. Para Julia, no entanto, os desafios daquele torneio foram benéficos e aceleraram a evolução tática das jovens jogadoras.
“Teve desafios diferentes do que a gente está acostumada. Acho que a gente teve que assumir muito mais responsabilidade e ajudar muito mais dentro de quadra. Então foi muito bom por esse lado, por ter essa oportunidade de ter esse crescimento”, explicou a ponteira.
Julia destaca conexão com a “gêmea” Ana Cristina
Além da evolução individual, Bergmann celebrou o fortalecimento da parceria construída com Ana Cristina. Amigas dentro e fora das quadras, elas ganharam o apelido de “gêmeas” por parte da torcida brasileira. As duas ponteiras têm 25 e 22 anos.
“Fico muito feliz que a gente conseguiu jogar juntas também. Acho que a gente tem uma conexão muito boa dentro de quadra e espero que a gente também consiga jogar junto no futuro”, completou Julia.
Gabi retornou no Sul-Americano
Ainda longe da forma técnica ideal, mas já recuperada fisicamente da lesão, Gabi voltou a reforçar o Brasil no Sul-Americano, que começou na última terça-feira (8/9). No entanto, ela ainda não jogou uma partida inteira. A comissão técnica adota cautela neste momento, visando o principal jogo do Sul-Americano, contra a Argentina, no domingo.
Por conta disso, na estreia, contra a Venezuela e ontem, contra o Peru, o treinador poupou Gabi no terceiro sets e aproveitou para rodar o elenco. Julia, que começou os dois jogos na reserva, entrou no decorrer da partida e ajudou o Brasil a vencer por 3 sets a 0, mantendo a invencibilidade.
O próximo desafio Brasil é nesta quinta-feira (10/9), às 20h, contra a Colômbia, no Maracanãzinho. Veja a classificação atualizada e confira o calendário completo de jogos do Sul-Americano Feminino.


