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Judson, sobre Brasil x Argentina: “A maior batalha vai ser contra eles”

Central admite que a Seleção já pensava no clássico durante a semana e cobra intensidade desde o primeiro ponto no Maracanãzinho.


O Brasil não esconde que o confronto com a Argentina é tratado como o grande desafio do Campeonato Sul-Americano Masculino de Vôlei. Depois de cumprir as etapas anteriores da competição, a Seleção Brasileira chega ao duelo deste domingo (20/9), no Maracanãzinho, consciente do tamanho da partida. Para o central Judson, “a maior batalha vai ser contra eles”.

Após a vitória sobre a Venezuela neste sábado, Judson admitiu que seria impossível passar a semana inteira sem pensar no clássico que pode definir a vaga olímpica para Los Angeles 2028.

“Falar que não pensamos vai ser a gente estar se enganando, né? A gente com certeza sabe que é o time mais qualificado e a gente sabia que provavelmente decidiria a vaga. A gente se preparou pensando em todos os adversários, mas sabe que a maior batalha vai ser contra eles”, afirmou Judson.

O central acredita que o Brasil conseguiu cumprir o planejamento traçado para chegar preparado ao confronto decisivo.

“Tudo combinou para esse jogo. A gente se preparou bem, focou nesses jogos, porque era importante passar por essas etapas e chegar bem preparado no domingo. Acho que a gente conseguiu cumprir bem isso.”

Brasil conhece bem a Argentina

Judson também destacou o conhecimento que brasileiros e argentinos têm uns dos outros. O central conhece bem o técnico Horacio Dileo e lembrou que a Argentina tem capacidade para fazer mudanças durante a partida.

“Tanto o Horacio quanto os jogadores a gente já conhece bastante. A gente sabe que pode ter várias surpresas durante o jogo.”

O jogador citou como exemplo o encontro entre as duas seleções na VNL e espera novamente ajustes argentinos ao longo da partida.

“Independentemente da situação, Brasil e Argentina é sempre todo mundo querendo ganhar, e a gente também. Acho que se adaptar o mais rápido é isso. Se eles mudarem do que a gente tem visto nos últimos jogos, a gente se adapta rápido, porque isso vai acontecer. Sem dúvida alguma vai ter amanhã.”

Judson cobra Brasil ligado desde o primeiro ponto

Um dos pontos de atenção para a Seleção Brasileira está no início das partidas. Durante o Sul-Americano, o Brasil encontrou mais dificuldades nos primeiros sets antes de conseguir impor maior pressão no saque e no bloqueio.

Contra a Argentina, Judson sabe que a margem para esse tipo de oscilação será menor.

“É começar com toda a energia possível. Talvez as outras equipes a gente não conhecesse tanto, não tivesse tanto material. E foi uma tônica desses jogos: todos os jogos alguém começando diferente do que a gente estava estudando.”

Para o central, o cenário será diferente diante dos argentinos pelo conhecimento entre as duas equipes.

“Amanhã acho que não vai mudar, porque eles vão começar com força máxima, como a gente também vai tentar ir com o melhor que tiver. Talvez não tenha tanto isso de desconhecido. Mas acho que a energia tem que estar desde o primeiro ponto, porque amanhã qualquer set pode fazer uma diferença absurda.”

Torcida pode ser arma do Brasil

Judson também destacou a importância do apoio vindo das arquibancadas do Maracanãzinho. Neste sábado, o ginásio recebeu seu maior público durante a campanha brasileira no Sul-Americano.

“Com certeza eles nos dão uma força a mais naquele momento que talvez possa ser de mais dificuldade. A gente vai encontrar energia com a nossa torcida.”

O central espera novamente um ambiente favorável no clássico.

“Na hora que der dificuldade, é a gente tentar puxar o torcedor para criar essa atmosfera. Querendo ou não, é esse o objetivo de fazer o campeonato aqui. Então a gente tem que aproveitar isso amanhã também.”

Brasil e Argentina se enfrentam neste domingo (20/9), às 10h, no Maracanãzinho, pela última rodada do Campeonato Sul-Americano Masculino de Vôlei. O clássico vale o título continental e tem peso decisivo na disputa pela vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.