
Cachopa sobre De Cecco: “Parece que inventa na hora, que faz tudo de improviso”
Levantador brasileiro destaca a imprevisibilidade de De Cecco antes do duelo decisivo entre Brasil e Argentina no Sul-Americano.
Um dos grandes desafios do Brasil diante da Argentina neste domingo (20/9), no encerramento do Campeonato Sul-Americano Masculino de Vôlei, será tentar decifrar Luciano De Cecco. E quem explica a dificuldade de marcar o experiente levantador argentino é justamente Cachopa, responsável pela distribuição da Seleção Brasileira.
Depois da vitória sobre a Venezuela neste sábado (19/9), no Maracanãzinho, Cachopa analisou o desempenho brasileiro no sistema de bloqueio e defesa. Ao comparar o trabalho tático feito para enfrentar os venezuelanos com o que o Brasil terá pela frente contra a Argentina, o levantador destacou a imprevisibilidade de De Cecco.
“É mais difícil, por exemplo, estudar o De Cecco do que estudar um levantador da Venezuela. A distribuição é um pouco mais simples, tu consegue entender o que ele faz em cada situação. O De Cecco é completamente diferente disso, faz coisas ali que parece que ele inventa na hora, tudo no improviso. É difícil muitas vezes marcar isso”, disse Cachopa.
Cachopa destaca bloqueio e defesa do Brasil
Contra a Venezuela, o Brasil conseguiu transformar o trabalho de bloqueio e defesa em oportunidades de contra-ataque. Para Cachopa, a leitura tática do adversário ajudou a Seleção a controlar melhor as ações.
“Acho que a gente conseguiu taticamente jogar bem. A gente conseguiu ter uma boa base de bloqueio, acho que subimos bastante bola e conseguimos aproveitar também as transições que a gente estava fazendo.”
O cenário diante da Argentina tende a exigir adaptações. Aos 38 anos, De Cecco acumula longa experiência internacional e é uma das principais referências da seleção argentina. A variedade na distribuição é justamente um dos fatores que dificultam a organização do bloqueio adversário.
Brasil x Argentina decide o Sul-Americano
Brasil e Argentina entram em quadra neste domingo (20/9), às 10h, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O clássico encerra o Campeonato Sul-Americano Masculino de Vôlei e vale o título continental e a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
Depois de quatro jogos na competição, o Brasil chega ao confronto decisivo tendo utilizado as primeiras rodadas também para ganhar ritmo e ajustar o entrosamento da equipe. Contra a Argentina, o desafio do sistema defensivo brasileiro aumenta, especialmente pela presença de De Cecco na distribuição.


