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Destaques - Estaduais - Superliga - 28 de setembro de 2026

Claudinha se emociona com volta ao vôlei: “Não esperava retornar”

Sesi Bauru, Maria Eduarda, vôlei feminino, Superliga Feminina, Praia Clube


Aos 39 anos, depois de uma carreira marcada por títulos, Claudinha vive no Sesi Bauru uma fase que talvez nem ela imaginasse experimentar. A levantadora voltou ao vôlei após interromper a carreira para realizar o sonho de ser mãe. Agora, concilia a rotina de atleta com a maternidade e tem uma companheira especial cada vez mais presente no ginásio: Maria Eduarda, de 1 ano e 6 meses.

No domingo (27/9), após a conquista do título da Taça Brasil Feminina, a levantadora se emocionou ao falar sobre a nova fase, em entrevista à repórter Bruna Dealtry, da CazéTV. Pela primeira vez, entrou em quadra acompanhada da filha em Foz do Iguaçu.

“Hoje, quando eu entrei em quadra, entrei com ela. Foi a primeira vez. E fiquei muito emocionada.”

Maria Eduarda nasceu em 27 de março de 2025. É a primeira filha de Claudinha com o jogador de futsal Pixote. Para viver a maternidade, a levantadora tomou uma das decisões mais importantes da carreira: deixou as quadras após a temporada 2023/24.

Claudinha deixou o vôlei para realizar o sonho de ser mãe

Na época, Claudinha encerrava mais um capítulo de uma história vitoriosa com o Dentil Praia Clube. Foram dez temporadas em três passagens pela equipe de Uberlândia e 15 títulos. Entre eles, duas Superligas, dois Sul-Americanos de Clubes, uma Copa Brasil e três Supercopas. Ela também foi MVP das finais das duas Superligas conquistadas pelo Praia, em 2017/18 e 2022/23.

Claudinha parou no auge de uma trajetória vitoriosa por uma escolha pessoal: queria ser mãe.

“Eu não esperava retornar”, admitiu  emocionada.

O Sesi Bauru abriu essa porta em agosto de 2025. Depois de uma temporada afastada, Claudinha recebeu o convite para voltar às quadras e iniciar uma nova etapa da carreira. A levantadora admite que o retorno também a fez perceber o tamanho do espaço que o vôlei ainda ocupava em sua vida.

“Sou muito grata ao Sesi, que me abriu as portas de novo, não me deixou desistir e me lembrou do quanto amo a minha profissão, do que faço, sabe? Não imaginava o quanto eu precisava dela.”

Entre amamentação, treinos e jogos

A volta trouxe também uma realidade completamente diferente daquela que Claudinha conheceu durante tantos anos como atleta profissional. Agora, a rotina inclui treinos, viagens, jogos e concentrações, mas também os horários de Maria Eduarda.

“Não é fácil, mas é possível e é maravilhoso. Neste momento, eu amamento. É um turbilhão de emoções, mas, no final, dá tudo certo.”

Aos poucos, Maria também passou a fazer parte da rotina do Sesi Bauru, não apenas da mãe.

“Vejo a felicidade dela com as meninas. Ela deixa todo o ambiente do time mais leve. É exatamente isso. Hoje, ela não veio comigo no ônibus para o jogo, né? E as meninas: ‘Ah, não! Cadê a Maria?’”