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Entrevista - Especiais - Seleção Brasileira - 4 de novembro de 2026

Luzia: o que Zé Roberto, Carol e Lewis Hamilton têm em comum?


Um técnico tricampeão olímpico, uma especialista em bloqueios e um ícone da Fórmula 1. Junte então José Roberto Guimarães, Carol e Lewis Hamilton e tenha algumas referências para Luzia moldar sua personalidade e construir sua carreira no vôlei.

Em entrevista ao Web Vôlei, com a íntegra publicada no YouTube nesta quarta-feira (4/11), a central de 22 anos falou sobre trio citado acima. Forjada no Barueri, ela faz questão de agradecer ao projeto de Zé Roberto. Na Seleção Brasileira, ela não esquece das “aulas” de Carol. Sedenta para voar no Gerdau Minas, ela tem no piloto britânico uma inspiração.

Em uma hora de entrevista, Luzia relembrou o início surpreendente no vôlei e como foi difícil sair tão cedo de casa. Com uma maturidade maior do que a idade sugere, ela analisou pontos fortes e fracos do seu jogo, falou sobre a experiência ainda curta no Gerdau Minas e projetou o futuro.

“Uma das maiores honras da minha vida foi ter essa oportunidade de ficar cinco temporadas no Barueri. Sempre tive muitas propostas, mas eu entendia o quão bom era estar ali pro meu futuro. Sei que minha carreira ainda vai ser longa, tenho muitos anos, mas eu sempre vou frisar a importância de Barueri e o quão importante é para a base do Brasil quando se trata de vôlei”, disse Luzia.

O desenvolvimento como atleta e pessoa

No Barueri e na Seleção, Luzia sempre teve Zé Roberto “na sua cola”. Ela cita várias passagens de como as dicas e broncas do treinador surtiram efeito. Passar a sacar viagem é um desses exemplos. E ela detalha o estranhamento do primeiro pedido feito por ele neste ano sobre o assunto.

“Ele (Zé Roberto) sempre vai me cobrar e é isso que eu espero dele. Eu quero muito que essa cobrança continue para eu evoluir, para eu conseguir dar passos como atleta e como pessoa”, contou.

Atualmente ela se recupera de uma lesão muscular abdominal. E não esconde a ansiedade para voltar a jogar na temporada 2026/2027 pelo Minas:

“A recuperação tem sido muito boa. É difícil falar sobre um prazo quando eu vou voltar porque é uma lesão um pouco chata, não em termos cirúrgicos, não é nada que vá me tirar do vôlei por muitos meses, nem por muitas semanas, mas é uma lesão chata para voltar. Às vezes acontece da pessoa estar muito confiante, voltar e fazer algum movimento que não era hora e acabar se lesionando de novo no mesmo lugar. Então é algo que todo mundo está tendo muito cuidado agora”.