
Antropova: fim do teste como ponteira. Foi aprovada?
No último jogo da segunda etapa da Liga das Nações feminina de vôlei (VNL), a Itália contou com Ekaterina Antropova pela primeira vez atuando na saída de rede.
Coincidência ou não, a Azzurra fez um dos seus melhores jogos nesta edição, vencendo o Japão por 3 sets a 0, neste domingo (21/6). Ao fim do confronto, o técnico Julio Velasco revelou ter terminado o período de testes de Antropova como ponteira.
– O teste de Kate na ponta deve ser considerado encerrado. Quero deixar claro desde o início, assim como fui ao anunciar essa medida. Na minha opinião, ela é importante demais para nós na saída. Isso nos garante muito com a dupla troca, começando do início ou jogando parte das partidas, como aconteceu nos últimos dois anos – comentou Velasco.
ESTATÍSTICAS
Até então, o treinador vinha escalado a oposta na ponta, com obrigações de passar. E certamente a mudança teve impacto também na questão ofensiva. Antropova fechou a segunda semana como a 16ª maior pontuadora, com 96 acertos. Os 17 pontos marcados hoje contra o Japão, como oposta, foram a terceira melhor marca dela, depois dos 21 acertos contra a República Tcheca e os 18 contra o Brasil, quando a Itália perdeu a invencibilidade de 39 partidas.
Foram 12 pontos em média por jogo, com 40% de aproveitamento ofensivo. No passe, de acordo com o site oficial da VNL, ela cometeu sete erros, quase sempre na casa dos 25% de sucesso.
O único fundamento não impactado pela mudança foi o saque. Antropova é a segunda colocada no ranking de aces, com 16, apenas um atrás da canadense Kiera Van Ryk.
– Continuo disponível para o time e pronta para fazer o que a comissão técnica me pedir. Mas, além do meu papel em quadra, prefiro falar sobre a última partida. Estou muito feliz por ter encerrado a etapa com essa vitória tão importante e, acima de tudo, por minhas companheiras de equipe, especialmente as mais jovens, poderem vivenciar uma atmosfera como a que respiramos hoje neste ginásio – comentou Antropova.
Na sequência na VNL, a Itália deverá contar novamente com Egonu, Sylla, Danesi e Orro, titulares desde o último ciclo olímpico.


