
Brait se despede das quadras com prêmio: “Dever cumprido”
Eleita a melhor líbero da Superliga, vice-campeã olímpica diz que quis parar jogando bem
A líbero Camila Brait se despediu das quadras em grande estilo, neste domingo (3/5), no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, após a final da Superliga 2025/2026 vencida pelo Dentil Praia Clube. Apesar de ter ficado fora da decisão, a líbero foi eleita a melhor de sua posição no campeonato e homenageada na cerimônia de premiação. Ela encerra a carreira depois de 18 anos consecutivos no Osasco São Cristóvão Saúde.
– Osasco é minha casa. Cheguei aqui com 19 anos, uma menina, e foi onde construí tudo: minha carreira, minha família. O que sinto ao entrar no Liberatti e ver essa torcida não tem preço. Sempre disse que, no Brasil, não vestiria outra camisa. Passou um filme. Lembrei de tudo: títulos, derrotas, das pessoas que fizeram parte dessa caminhada. Mas o principal sentimento foi de dever cumprido. Dei tudo de mim em cada treino, em cada jogo – disse Brait.
Capitã ao longo de diferentes temporadas, ela exerceu papel de liderança em elencos com várias gerações.
– Em Osasco, a gente joga com o coração. Tento passar isso para as meninas: a importância de seguir, de acreditar, de entender o peso dessa camisa.
A decisão de parar foi tomada mesmo em alto nível técnico.
– Sempre quis parar jogando bem. Agora quero viver mais com meus filhos, com meu marido. Saio feliz e em paz.
Entre os momentos da trajetória, ela cita o corte da Olimpíada de 2016 como o mais difícil.
– Achei que não voltaria a jogar. O Luizomar foi fundamental para me resgatar.
Já entre os destaques positivos, menciona títulos por Osasco, o Mundial de Clubes e a medalha de prata em Tóquio.
Na despedida, a líbero também falou sobre a relação com o ginásio José Liberatti.
– Acho que ele diria ‘obrigado por nunca desistir’. E eu responderia ‘obrigado por ser o palco da minha vida’. Vou sentir muita saudade daquele barulho.
Sobre o técnico Luizomar, reforçou a influência na carreira.
– Ele é um paizão. Acreditou em mim quando nem eu acreditava. Mais que um treinador, é um amigo para a vida.


