
Brasil sofre mais que o esperado, mas vence a Bélgica e segue invicto na VNL
O Brasil não atuou bem, precisou fazer um jogo de superação e da boa atuação das jogadoras que saíram do banco de reservas para vencer a Bélgica por 3 sets a 2 – parciais de 25-20, 22-25, 23-25, 25-22, 15-13 -, na manhã desta quinta-feira (18/6) pela segunda rodada da segunda semana da Liga das Nações feminina de vôlei (VNL), em Ankara, na Turquia, e manter a invencibilidade na competição.
Foi o sexto resultado positivo do time verde-amarelo na competição em seis partidas, mantendo a liderança com 16 pontos. Apenas o Japão também está invicto na VNL (13 pontos), mas com um jogo a menos. A Itália é a vice-líder com 5 vitórias e 15 pontos.
Nesta sexta, o Brasil folgará na rodada. O próximo compromisso será contra a China, no sábado, às 10h (de Brasília), com transmissão pelo Sportv2, streaming da VBTV e YouTube do Web Vôlei, sem imagens.
Júlia Bergmann foi a maior pontuadora do Brasil com 19 pontos, seguida por Ana Cristina, com 16, e Kudiess, 12. Rosamaria saiu o banco a partir do quarto set e contribuiu com 13 pontos. Helena também entrou no decorrer da partida e marcou 5 vezes. A oposta belga Martin foi a maior pontuadora do jogo com 22 acertos.
O JOGO
Depois de cumprir um jogo de suspensão imposto na partida de ontem contra a França, o técnico José Roberto Guimarães retornou à beira da quadra. A novidade na escalação foi a líbero Natinha no lugar de Marcelle, dentro da proposta de revezamento das líberos pensada pelo treinador nesta Liga das Nações. Após vencer o primeiro set sem muitos problemas, o Brasil viu a Bélgica crescer no saque e no seu sistema defensivo. Mal no ataque, a Seleção Brasileira teve dificuldade de colocar a bola no chão e as europeias empataram a partida vencendo por 25 a 22.
O Brasil foi para o segundo set com Kisy no lugar da Tainara – com apenas 3 pontos no jogo até então. A Bélgica começou melhor e fez logo 4 a 0, obrigando José Roberto a para a partida. No pedido de tempo, o treinador falou para Macris usar mais Diana e sair do só pelas extremidades. As belas seguiram impondo o ritmo, fizeram 8 a 4 e José Roberto fez a inversão com Roberta e Rosamaria. A mudança surtiu efeito, a equipe verde-amarela reagiu e virou: 16 a 14. A seleção chegou a fazer 23 a 21, mas tomou a virada na reta final.
Roberta e Rosamaria foram mantidas no quarto set e, ainda no início da parcial, Helena substituiu Ana Cristina e Marcelle entrou no lugar da Natinha. A Bélgica começou melhor, fez 8 a 5, mas o Brasil melhorou o side out para fechar a parcial em 25 a 21 e levar a partida para o tie-break.
No quarto set, Zé Roberto manteve o time com as quatro alterações feitas na parcial anterior, a Bulgária abriu dois pontos de frente (9 a 7), mas o Brasil empatou com dois ataques de Rosamaria. Na reta final, o Brasil ajustou o bloqueio, amorteceu o ataque belga e concretizou a virada.
Brasil: Macris, Tainara, Julia Bergmann, Ana Cristina, Julia Kudiess, Diana e Natinha (líbero). Entraram: Roberta, Helena, Rosamaria, Marcelle e Kisy. Técnico: José Roberto Guimarães.
Bélgica: Van Sas, Martin, Radovic, Demeyer, Fransen, Lemmens e Rampelberg (líbero). Entraram: Nagels, Maes, Deleu, Debouck, Koulberg. Técnico: Kris Vansnick.


