
Jogadores do Vôlei Renata celebram terceira decisão consecutiva na Superliga
O Vôlei Renata disputará sua terceira final consecutiva da Superliga masculina neste domingo (10/5), contra o Sada Cruzeiro, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo (SP). O time campineiro se tornou apenas o quarto projeto a alcançar três decisões seguidas nos 30 anos de história da competição.
– A cada temporada que passa a gente sempre quer chegar à tão sonhada final, e agora estamos indo para a terceira consecutiva. Estamos mais confiantes, fizemos uma boa temporada como um todo, conquistamos títulos, crescemos e evoluímos como equipe. Vamos entrar em quadra com garra, com força, mostrando tudo o que a gente mostrou durante a temporada – afirmou o ponteiro Adriano.
No elenco do Vôlei Renata desde 2021, Adriano é um dos cinco nomes do time a estarem nestas três finais seguidas. Além dele, também fazem parte o central Wítallo, o líbero Lukinha, o ponteiro Maurício Borges e o oposto Bruno Lima.
– Fazer parte da história de um projeto no vôlei é muito difícil, você ficar por muito tempo no mesmo time e conquistar muitos títulos por esse time. Eu fico feliz só por participar da história desse projeto. Agora estamos em um dos melhores momentos do projeto em relação a resultados, e o sentimento é de alegria, eu fiz parte dessa caminhada e eu desejo que o projeto ainda tenha muitos anos de vida e muitas conquistas – comentou Lukinha, que tem mais de 200 jogos pelo projeto e foi o primeiro atleta a ser contratado pelo clube em 2010.
– Eu vi o projeto crescer, eu vi todos os gestores, diretores, comissões técnicas e todos os jogadores que passaram por aqui e que fizeram de tudo para que o projeto crescesse. O projeto do Vôlei Renata sempre caminhou muito bem e além de pegar o início de tudo, peguei um pouco do meio do caminho também, temporada 2018/19, foi quando eu tive a segunda passagem aqui por Campinas e ali eu consegui ver a diferença, de como ele tinha crescido e como a torcida abraçou o projeto – complementou.
Um dos jogadores mais experientes do elenco campineiro, Maurício Borges vai para sua segunda trinca de finais de Superliga da carreira. Na metade da primeira década dos anos 2000, com o Minas, o ponteiro disputou decisões em sequência ainda no início da carreira.
– Foi um momento de transição muito pesada para mim, saí de Maceió, de perto da minha família e me mudei para Belo Horizonte, em um clube com muitas estrelas do cenário mundial. Eles me acolheram muito bem nessa época. Foi muito legal essa ascensão de poder participar de várias finais seguidas no começo da minha trajetória como atleta. O que fizeram comigo lá, eu tento fazer aqui com os atletas mais novos, tentando passar um pouco da minha experiência para eles. É o terceiro ano seguido que vamos para uma final de Superliga e isso é muito importante, não só para mim, mas também para a consolidação do Renata como projeto. Sou muito grato por estar vivendo isso aqui – analisou.
Bruno Lima, um dos poucos estrangeiros a realizarem esse feito na liga brasileira, acrescenta que é muito difícil chegar na final e ser campeão.
– São apenas dois times que chegam. Estamos na nossa terceira final consecutiva e em uma liga tão competitiva como é a Superliga Brasileira, que é uma liga reconhecida a nível mundial. Individualmente falando, poder jogar essa final é um ‘plus’ na minha carreira – disse o oposto argentino do Vôlei Renata.
Linha de passe e entrosamento
Nas últimas três temporadas, entre finais e conquistas, uma coisa é certa na cabeça do torcedor do Vôlei Renata: a linha de passe formada por Adriano, Maurício Borges e Lukinha. O trio acumula mais de cem jogos pelo projeto.
– Só consigo descrever esse trio como sensacional. Eles contribuíram muito para minha evolução ao longo dos anos aqui em Campinas e sentimos muita confiança no outro, isso é algo fundamental durante todo jogo. A gente sabe que no vôlei acontecem de altos e baixos, momentos bons, momentos ruins e nós três ali sempre, ativos na quadra, sempre contribuindo a todo momento, seja no defesa, no passe, no sistema defensivo. Essa confiança que temos um no outro, a conversa, ajuda muito em momentos importantes como esse – avaliou Adriano.
– A questão da base do time estar a mesma a três anos e ter tido resultados é muito importante para um jogo único porque você tem uma confiança maior, sabe da qualidade do jogador que está ao seu lado a muito tempo, sabe o que ele está pensando, sabe que em momentos difíceis você pode contar com ele e ele com você. A gente já passou por isso, a gente já passou por essa situação duas vezes nessa temporada e com certeza isso facilita muito num jogo decisivo. Estamos muito mais entrosados do que quem conheceu há pouco tempo e isso é um ponto muito positivo – acrescentou Lukinha.
Nas estatísticas oficiais da Superliga, Lukinha aparece como segundo melhor passador da competição, com mais de 67% de efetividade na recepção. Em quadra nos 25 dos 26 jogos do Vôlei Renata na Superliga, Borges também aparece com destaque no ranking com números que beiram os 60%. Em números gerais na temporada, os números da linha de passe campineira chega perto dos 60% de passe AB, ou seja na zona central da quadra e perto da rede.
– O time está mais junto, sabemos o que o outro está pensando mesmo sem precisar conversar. O voleibol é um esporte muito rápido, você não pode ficar se martirizando, quanto mais rápido virar a chave melhor. É muito importante a base do time estar se mantendo por vários anos – analisou Borges.
Em relação ao time que disputou a final da temporada passada, o time campineiro alterou apenas uma peça entre os titulares: o central Matheus Pinta, bronze com a seleção brasileira na VNL do ano passado. Além dele, chegaram o ponteiro Renan e o oposto Acerola, que também tiveram momentos de titularidade durante a temporada
– Nós temos a construção de um time que está trabalhando junto a um bom tempo. Manter a base é uma das coisas mais importantes para um bom trabalho em equipe, isso acaba refletindo nos nossos resultados desta temporada. Este próximo jogo será o último de muitos aqui no projeto e queremos manter as boas memórias. Ter esse entrosamento, esse encaixe, é muito importante para podermos brigar por esse título – concluiu Bruno Lima.
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