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Destaques - Internacional - Seleção Brasileira - 25 de maio de 2026

Julia Bergmann: “Meu sonho é alcançar o nível da Gabi”


Próximos objetivos de carreira, vôlei no Brasil e na Turquia, transferência para a Itália… A ponteira Julia Bergmann abordou esses temas em entrevista ao canal turco de YouTube Sahayi Paylaş.

A brasileira deixou o THY ao fim da temporada 2025/2026 após três anos. Antes de deixar Istambul e se juntar aos treinos da Seleção Brasileira para a Liga das Nações (VNL), Julia Bergmann falou sobre o momento no vôlei e os próximos passos:

TEMPORADA 26/27
Vou para a Itália. Acho que essa é uma mudança muito grande, mas estou pronta para experimentar algo novo. Ainda assim, espero um dia voltar aqui porque realmente gostei de viver aqui e amo Istambul.

OS FÃS BRASILEIROS E OS TURCOS
Eu me lembro do ano passado, quando jogamos o VNL aqui em Istambul, o ginásio estava tão lotado. Eu disse: “Nossa!”. Não era como se eu estivesse em casa, mas senti a mesma atmosfera. Talvez algumas diferenças… Não sei. Somos iguais. Somos muito apaixonados. Muito apaixonados. Isso é incrível.

GABI
Ela é incrível. Você pode aprender muito com ela. Nos últimos anos, ao assisti às partidas e treinar com ela, aprendi muito em cada aspecto do jogo. Além disso, fora do vôlei, ela é uma pessoa muito focada. Não come açúcar, e eu, embora coma pouco, ainda consumo açúcar. Gabi é um capitã incrível, uma pessoa incrível também. Uma líder muita boa. Fora de quadra, também lidera pelo exemplo. Se possível, meu sonho é alcançar o nível dela.

GERAÇÃO DE PONTAS COM ARINA, MARKOVA E ANA CRISTINA
Acho que nos últimos anos o vôlei ficou muito mais físico. Estamos sacando com velocidades acima de 100 quilômetros por hora. As alturas dos ataques estão quase comparáveis ao vôlei masculino, especialmente a Marina Markova. Ela está realmente em outro nível agora. Assistir ao jogo dela é incrível. Joguei contra ela durante os quatro anos na NCAA, então acompanho a jornada dela. Ver de onde ela veio, onde chegou e como se tornou a jogadora que é hoje é realmente impressionante.

Claro que a Ana Cristina e a Arina Fedorovtseva também estão fazendo um ótimo trabalho. A Arina teve uma temporada fantástica. Conheço a Ana da seleção e ela vai ser uma das melhores jogadoras do mundo. Mas, sim, o jogo agora é realmente muito físico. Ficar do outro lado da rede na recepção, bloqueá-las ou defendê-las é assustador.