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Coluna - Internacional - Paris-2024 - Seleção Brasileira - 15 de janeiro de 2024

Julia Bergmann, testada no passe, deixa ótima impressão

Daniel Bortoletto analisa as estatísticas da ponteira brasileira do THY


THY x Kuzeyboru, neste domingo (14/1), era uma legítima decisão no meio do campeonato por pontos corridos. Disputa entre quarto e quinto colocados, separados até então por quatro pontos, numa briga direta pela última vaga nas semifinais contra os grandes do país. Um pano de fundo para mostrar a importância da atuação da Julia Bergmann.

A ponteira brasileira foi o alvo dos saques do Kuzeyboru em 46 oportunidades. Número maior do que a soma das demais jogadoras do THY na recepção (35). E Julia tirou de letra.

Ela teve 61% de positividade no passe, um número na casa do excelente para quatro sets, o último deles tenso, equilibrado e repleto de reviravoltas. Como parâmetro, a líbero Simge Akoz, do Eczacibasi, lidera a estatística do fundamento no Campeonato Turco com uma média de 60%. Gabi, sempre presente entre as melhores do fundamento, acumula 55% na competição.

Em suma, o recorte da atuação de Julia Bergmann no passe no domingo foi digna das tops. Ela demonstrou estar muito mais confiante e segura para fazer as ações em comparação com seus primeiros jogos como profissional na Turquia, meses atrás. Agora ela precisa demonstrar regularidade para repetir ou ficar perto deste número em mais jogos, melhorando sua média atual de 43% de positividade.

Entre as 30 melhores passadoras do Turco 23/24, Julia Bergmann foi quem mais recepções fez: 447. À frente dela, outras ponteiras foram bem menos testadas: a americana Sarah Wilhite fez 324 passes, a turca Meliha Ismailoglu tem 229, a compatriota Gabi soma 202 e a russa Irina Voronkova tem 193.

Números para comprovação de que Julia Bergmann está sendo verdadeiramente testada. E isso é bom para o THY e também para a Seleção no ano olímpico.

Por Daniel Bortoletto