
Pinha jogou em grandes do Brasil e fechou carreira na Argentina
Nascido no bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo, em março de 1973, Fábio Paranhos Marcelino ganhou o apelido da mãe, Dona Florisdete. O sétimo dos oito filhos, segundo ela, parecia uma pinha. E foi isso que ela disse ao marido Leonardo quando viu o recém-nascido.
O vôlei entrou na vida de Pinha aos nove anos. Não demorou para começar a fazer parte das seleções de base. Já a carreira profissional foi recheada de passagens por grandes clubes brasileiros e por um longo período na Argentina.
Em um vôlei diferente do atual, ele ficou conhecido por ser um “universal”, atleta que fazia mais do que uma posição. No caso de Pinha, fazia muito bem a saída de rede e a ponta.
No início dos anos 1990, ele passou pela Pirelli antes de chegar ao Minas. Em 95/96, pela Olympikus, foi campeão da segunda edição da Superliga. Nesta época, viveu seu principal momento na Seleção, disputando os Jogos Olímpicos de Atlanta-96 e jogando todas as demais competições relevantes da época, como a Liga Mundial (atual VNL) e o Sul-Americano.
Uma das primeiras oportunidades foi dadas por José Roberto Guimarães, em uma etapa da Liga Mundial em São Paulo, em 94. O Brasil era o campeão olímpico da época e todos os holofotes estavam naquele grupo. Em uma entrevista para a Folha de S. Paulo, ele disse ter virado o ídolo da família após a convocação. Fã de lambada, um ritmo famoso na ocasião, ganhou ainda o carinho das fãs.
“O assédio aumentou, mas está bem pouco ainda. Também não dá para disputar com Giovane, Tande e a turma toda. Mas com o tempo acho que consigo chegar lá (risos). Nunca havia ido para um treino com seguranças no ônibus. Isso me faz sentir uma pessoa realmente importante. Isso é muito legal”, contou.
Pinha ainda revelou quais eram as suas superstições:
“Não gosto de sexta-feira 13, dormir com a porta do guarda-roupa aberta, ver um sapato virado. Agora, desde que comecei a jogar na seleção tiro a minha correntinha com um crucifixo do pescoço e coloco na canela”
Em 2004, iniciou a trajetória no vôlei argentino. Por lá defendeu Sonder, Chubut e Tigre, seu último time na temporada 2009/2010. Pinha morreu aos 52 anos.