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Destaques - Fora de Quadra - 13 de fevereiro de 2026

Pirv relembra o arrependimento por não se naturalizar brasileira


A relação Cristina Pirv e o Brasil sempre foi muito intensa. A passagem marcante pelo Minas, a partir da década de 1990, a transformou na “romena mais brasileira” de todos os tempos. Campeã da Superliga e do Sul-Americano, ela virou referência no vôlei nacional.

Antes dos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, ela foi consultada sobre a naturalização. Bernardinho desejava contar com Pirv na Seleção Brasileira. Ela disse não, mas relembrou que arrepende até hoje.

– Como eu tinha jogado muitos anos na seleção romena, fui capitã, tive tudo pela Romênia, pensei: “Só para jogar Olimpíada?”. Mesmo sendo meu sonho, não aceitei. Mas é o meu maior arrependimento. Talvez eu fui mais patriota do que deveria ser – disse ao Basticast.

Na entrevista, Pirv contou como o Minas entrou na sua vida:

– Eu tinha um pré-contrato em Napoli, mas tinham duas americanas e disseram que teriam que romper o contrato. Nesse tempo chegou o Luiz Eymard, do Minas, procurando uma atacante para levar para o time. Uma amiga me avisou que tinha um empresário do Brasil querendo me levar. Pensei: “Mas é muito longe, será que eu vou?”. Ganhava 100 na Itália, se ele me der 200 eu vou. Eu não perguntei qual era o time, quem era o treinador, quem era a levantadora, porque era assim que eu escolhia. Foi o casamento perfeito de olhos fechados – lembrou a romena.

A ligação com o Brasil foi instantânea. E ela admite que o vôlei verde-amarelo a faz crescer:

– Na Itália, eu só atacava. Aqui, eu tive que aprender a fazer tudo aos 25 anos. Foi maravilhoso, meu jogo mudou.