
Tifanny liberada para estrear com Osasco na Superliga, mas decisão é provisória, diz CBV
Oposta ficou à disposição para a estreia na Superliga; julgamento definitivo foi adiado para sexta-feira (23/10)
onfedA oposta Tifanny tem autorização provisória para defender o Osasco São Cristóvão Saúde na Superliga Feminina 2026/27. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) confirmou nesta segunda-feira (19/10) que uma decisão judicial garante à atleta condição de jogo em caráter excepcional.
O Osasco entrou em quadra nesta segunda-feira para enfrentar o Brasília, na estreia das duas equipes na competição. Tifanny ficou à disposição da equipe, mas começou a partida no banco de reservas.
A 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro concedeu a autorização na última sexta-feira (16/10), ao acolher parcialmente o pedido de tutela da jogadora.
Em comunicado nesta segunda-feira, a CBV confirmou que a decisão continua válida, mas ressaltou que a Justiça Desportiva ainda precisa definir a situação da atleta.
Julgamento de Tifanny é adiado para sexta-feira
A Justiça Desportiva adiou para sexta-feira (23/10), às 10h30, o julgamento do Mandado de Garantia nº 002/2026, inicialmente previsto para esta segunda-feira.
“A medida é provisória e a questão permanece submetida à Justiça Desportiva, onde tramita o Mandado de Garantia nº 002/2026, e que terá o julgamento definitivo na próxima sexta-feira (23/10), às 10h30”, divulgou a CBV.
Segundo a confederação, os advogados de Tifanny apresentaram uma grande quantidade de documentos, enquanto o Osasco solicitou sua inclusão no processo como terceiro interessado poucas horas antes da sessão. Esses fatores motivaram o adiamento.
Enquanto aguarda o julgamento, Tifanny mantém a autorização provisória para atuar na partida desta segunda-feira contra o Brasília.
Justiça rejeita pedido de aumento da multa contra a CBV
A CBV também informou que a 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro rejeitou, nesta segunda-feira, a alegação de que a entidade teria descumprido a liminar.
Os advogados de Tifanny solicitaram o aumento da multa contra a confederação, mas a Justiça negou o pedido. “A multa foi fixada para cada partida em que a autora fosse impedida de atuar em razão do descumprimento. Não há notícia de partida nessa situação”, destacou o juízo.
A Justiça levou em consideração a participação de Tifanny na Supercopa Feminina de 2026 e o fato de a atleta já constar na Relação Nominal Final com condição regular de jogo antes da estreia na Superliga.
A confederação, por sua vez, pretende recorrer para tentar reverter a decisão judicial.
“A CBV segue buscando a reversão da decisão por meio dos recursos e outras medidas cabíveis. A CBV reitera seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas e repudia qualquer manifestação discriminatória”, finalizou a entidade.


