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Destaques - Estaduais - Superliga - 16 de agosto de 2026

Tifanny reage à nova política da CBV: “Não vou me calar”


Tifanny falou pela primeira vez após a publicação da nova Política de Elegibilidade para a categoria feminina da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Já na madrugada deste domingo (16/8), depois da partida entre Osasco/São Cristóvão Saúde e Pinheiros, pelo Campeonato Paulista, a jogadora fez um forte desabafo e afirmou que pretende lutar para continuar atuando no vôlei feminino.

– Voleibol é a minha vida, é o meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. São dez anos no voleibol feminino – disse ainda na quadra do Ginásio José Liberatti.

Visivelmente emocionada, Tifanny falou sobre o impacto da decisão em sua carreira e destacou a trajetória construída ao longo da última década.

– Não foi fácil. Foi uma noite muito difícil para mim. Uma história de dez anos nas quadras não é uma história que se carrega sozinha. Carregou com a torcida, patrocinadores, com tudo. São muitas pessoas que se inspiraram, se inspiram.

DESABAFO

Tifanny também afirmou que considera que os efeitos da nova política vão além de sua situação individual.

– Mas isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, os patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans.

A jogadora classificou a mudança como um retrocesso na luta por inclusão no esporte e avisou que pretende buscar todas as medidas possíveis para defender sua permanência nas quadras.

– É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão de todas as pessoas no esporte. Não vou me calar. Eu vou tomar todas as medidas possíveis para que minha luta pelo direito, visibilidade, inclusão e a prática do esporte não tenha sido em vão. Meus dez anos não foram em vão e eu vou lutar por eles e por todos vocês – disse.

ENTENDA A MUDANÇA

A nova política estabelece a elegibilidade para as atletas do sexo biológico feminino, com verificação por meio de testagem e triagem do gene SRY, além das exceções previstas no próprio regulamento.

Segundo a entidade, a mudança busca alinhar as competições brasileiras aos parâmetros internacionais adotados atualmente pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

A aplicação da nova política acontecerá na Superliga A e B 2026/27, Supercopa 2026, Copa Brasil 2027 e competições nacionais adultas de vôlei de praia previstas no documento.