
“Time para disputar lá em cima”, diz Tifanny sobre o Osasco
A ponteira/oposta Tifanny, em sua sexta temporada com a camisa do Osasco, projeta uma equipe competitiva para a temporada 2026/2027. Em participação no Basticast, a atleta destacou a força do elenco montado pelo clube e afirmou que o objetivo é voltar a disputar os principais títulos do voleibol brasileiro.
– O time foi montado para disputar lá em cima, então a gente quer estar nas cabeças. Temos que jogar pro time e parece que todas as meninas são super grupo. Esperamos ganhar tudo, mas sabemos que os cinco, seis times que sempre estão ali na luta estão vindo fortes – afirmou a jogadora.
A confiança de Tifanny também passa pela experiência recente do Osasco. Na temporada 2024/2025, o clube conquistou o Campeonato Paulista, a Copa do Brasil e a Superliga. Ao relembrar a decisão nacional, a atleta destacou a emoção de viver o título diante da torcida osasquense.
– No dia da final, Luizomar estava nervoso, Valquíria nervosa, e eu não, estava tão feliz de estar ali. Eu aproveitei tudo o que eu podia, a torcida gritando meu nome. É incrível! – recordou.
Sonho pela Seleção e futuro como técnica
A jogadora também falou sobre um dos sonhos que não conseguiu realizar na carreira: defender a Seleção Brasileira. Aos 41 anos, Tifanny reconhece que a possibilidade está cada vez mais distante, especialmente diante das limitações para disputar competições internacionais.
– Primeiro vem a idade, segundo as questões internacionais que, infelizmente, tem uma regra, mas ela é subjetiva, e depende muito do Comitê de Elegibilidade, do qual estou até hoje esperando a resposta. Queria, pelo menos, jogar pelo meu clube. Isso me machucou muito por saber que estou trabalhando para representá-lo e não posso por preconceito. Seleção para mim já estou numa fase mais de despedida do vôlei do que de entrada – afirmou.
Enquanto ainda quer seguir atuando profissionalmente, Tifanny já começa a planejar a próxima etapa da carreira. A atleta revelou que pretende iniciar cursos para se preparar para trabalhar como técnica depois de deixar as quadras.
– Enquanto tiver boleto eu estou jogando, mas estou querendo começar a fazer os meus cursos de técnica para seguir neste caminho ou algo do tipo – contou a ponteira/oposta.
Análise sobre a Seleção masculina
Durante a entrevista, Tifanny também avaliou o momento da Seleção masculina e saiu em defesa da equipe, que passa por um processo de renovação. Para a jogadora, a falta de entrosamento é natural diante da pouca experiência do grupo como titular.
– Muitos falaram que é a primeira vez que o Brasil está fora, pelo amor de Deus! Os meninos são jovens, praticamente o primeiro ano que eles são titulares, estão pegando ainda bagagem. Se vê muita coisa boa, dois opostos e dois ponteiros bons, se vê um time jogando, mas falta aquele entrosamento de mais jogos juntos. E para piorar vem a homofobia, que não ganharam porque os meninos são gays. Aí eu te pergunto: por que a seleção de futebol não ganha nada há vinte e tantos anos? Não é sobre isso, é sobre renovação – analisou a jogadora de Osasco.


