
Vôlei se despede de Daniel Castellani
As redes sociais estão repletas de mensagens carinhosas, em vários idiomas, para Daniel Castellani. Aos 65 anos, o técnico argentino morreu nesta quinta-feira (25/6). Seu último trabalho foi com a seleção feminina do país-natal.
Marcos Milinkovic, um dos melhores jogadores da história do voleibol argentino, citou a importância de Castellani não apenas para a carreira, mas para a vida:
“Há pessoas que deixam pegadas eternas na sua vida. Daniel foi uma delas. Foi daquelas pessoas que sempre confiaram em mim. Que nunca deixaram de me exigir, de me empurrar e de me convencer de que eu podia dar um pouco mais, simplesmente porque ele via em mim algo que eu ainda não conseguia ver.
Com o tempo, entendi que essa era uma das suas maiores virtudes: descobrir o potencial das pessoas e fazer o possível para que elas o encontrassem. Por isso meu agradecimento é eterno. Não só por tudo que me ajudou a crescer como jogador, mas, acima de tudo, por aquilo que me fez crescer como pessoa.
Títulos são lembrados. As vitórias são celebradas. Mas as pessoas que deixam uma marca no seu modo de viver, pensar e encarar a vida permanecem para sempre. Obrigado por confiar em mim quando eu mais precisava. Obrigado por cada ensinamento, por cada desafio e por cada conversa. E como disse o meu amigo Spajic, espero que todos na sua vida possam cruzar-se com um Daniel Castellani.
Boa viagem Dani, e nos vemos por aí, para mais vinhos e conversas”, escreveu Milinkovic.
MAIS DESPEDIDAS
Atual técnico da seleção argentina masculina e do Vôlei Renata, Horácio Dileo postou:
– Obrigado por cada sorriso, cada abraço, cada conversa. Descanse em paz!
Já Facundo Morando, novo treinador do Fluminense, era assistente da seleção feminina da Argentina. Nos últimos meses, durante o tratamento contra o câncer de Castellani, ele assumiu o comando das Panteras.
– Sentirei muito falta, amigo.
Fenerbahce e Perugia, dois dois times dirigidos por Castellani, também fizeram posts em homenagem ao ex-comandante. Quem também se lembrou dele foi Lorenzo Bernardi, eleito o melhor jogador do século XX.
– Foi uma honra tê-lo como adversário. E foi um enorme prazer tê-lo como amigo – publicou Bernardi.


