
Cugno deixa Osasco em alta e espera voltar um dia
A temporada do Osasco/São Cristóvão Saúde teve Bianca Cugno como protagonista. A oposta argentina, eleita a melhor na posição na Superliga 2025/26, foi decisiva na passagem, que terminou com dois títulos (Supercopa e Copa Brasil), a prata no Sul-Americano e a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Clubes.
De partida para o vôlei europeu, ela deixa para a torcida osasquense e leva saudades do clube que a acolheu como uma família.
– Adoraria voltar a jogar em Osasco. Nunca vou fechar as portas. Osasco me ensinou muito e meu carinho pelo clube é imenso. Já estou com saudades – afirma Cugno.
Na próxima temporada, a posição ocupada por Cugno será da polonesa Magdalena Stysiak, vice-campeã da Champions League com o Eczacibasi.
Confira a entrevista da argentina divulgada pelo clube:
Você chegou ao Brasil como reforço estrangeiro, assumiu protagonismo em Osasco e terminou a temporada como a melhor oposta da Superliga. Em que momento sentiu que já não estava apenas se adaptando ao campeonato, mas deixando sua marca na competição?
Acho que foi algo que começou a acontecer com o passar dos jogos. Desde o início da temporada até agora, houve uma evolução da equipe, o que permitiu conquistar quatro medalhas (títulos da Copa Brasil e Supercopa, prata no Sul-Americano e bronze no Mundial de Clubes). Acredito que o momento em que mais percebi isso foi depois do Mundial, jogando contra as melhores do mundo. Esse é o melhor cenário para se comparar.
Você terminou a Superliga com 519 pontos, segunda maior pontuadora da Superliga, com uma produção muito alta para uma jogadora de apenas 23 anos. Como lidou com a responsabilidade de ser, jogo após jogo, a bola de segurança de Osasco?
É um papel que precisei assumir e no qual me sinto confortável. Gostei de ter essa responsabilidade em um nível tão alto como é a Superliga.
O Brasil é uma escola conhecida por estudar muito bem suas adversárias, especialmente uma oposta de referência. Como você sentiu a evolução da marcação sobre você ao longo da temporada e o que precisou ajustar no seu jogo para continuar pontuando?
Todos os times estudam muito seus adversários, ainda mais a partir dos playoffs, quando todos têm um objetivo claro. Isso faz parte da evolução e do crescimento como jogadora. Faz com que a gente desenvolva novas armas para conseguir pontuar.
Você foi decisiva em muitos jogos, inclusive em dois títulos. O que muda emocionalmente para uma atacante quando a bola chega em um ponto de campeonato, com o ginásio cheio e o bloqueio já esperando o seu ataque?
É um desafio, mas é ainda mais bonito ter que fazer um ponto sabendo disso.
Que ensinamentos a experiência em Osasco deixou para a Bianca jogadora e para a Bianca no lado pessoal?
O Brasil superou minhas expectativas em 100%. Vou embora tendo aprendido muitas coisas. Aprendi a aproveitar mais o vôlei de alto nível, a valorizar cada partida e as oportunidades que aparecem para mim. O Brasil tem um nível altíssimo de jogadoras e clubes, o que me faz querer voltar a jogar aqui.
Conte um pouco sobre sua rotina no Brasil e sobre a convivência com o técnico Luizomar e com suas companheiras de equipe.
Desde o primeiro dia, me senti em casa em Osasco. O clube tem um grupo de pessoas incríveis, tanto as jogadoras quanto os treinadores, especialmente o Luiz, que me deu essa confiança para enfrentar todos os desafios desta temporada.
A torcida de Osasco já está com saudades de você. Eles podem ter esperança de ver Bianca Cugno com a camisa de Osasco novamente no futuro?
Eu adoraria poder voltar a jogar em Osasco. Nunca vou fechar as portas. Osasco me ensinou muito e meu carinho pelo clube é imenso. Já estou com saudades.


