
Praia dá resposta na bola a quem passou dos limites
Abaixo-assinado para saída do treinador, xingamentos para atletas e dirigentes, público reduzido em jogos realizados em casa. Todo esse enredo não se encaixa no cenário de um time campeão, certo? Errado no caso do Dentil/Praia Clube na Superliga 2025/2026.
O título conquistado em São Paulo, neste domingo (3/5), foi uma resposta de um grupo e de uma comissão técnica que poderiam ter sucumbido durante uma temporada tão difícil e problemática. Estiveram desacreditados, muitos viram a competência profissional ser questionada e sentiram falta de apoio de parte da própria torcida em jogos em Uberlândia.
Tudo isso ficou engasgado. Nas entrevistas pós-vitória sobre o Gerdau Minas algumas respostas então guardadas se tornaram públicas. A capitã Adenízia, melhor jogadora da Superliga 25/26, citou as ofensas e a baixa presença de público. O português Rui Moreira, alvo principal da cobrança da torcida durante a temporada, falou da desconfiança inicial por ter nascido em um país sem tanta tradição no vôlei.
Na entrevista de sábado, antes da decisão, o técnico já havia admitido lições aprendidas durante a temporada. Ele citou uma passagem ainda no Campeonato Mineiro, quando resolveu poupar algumas jogadoras. O resultado em quadra não veio, mas serviu como aprendizado: “Aprendi que não poderia deixar jogadoras como Michelle e Adenízia fora”, contou Rui.
Entre lições e questionamentos, o Praia não se incomoda em ser tratado como um campeão surpreendente na Superliga 25/26. Ele só gostaria de ter sido tratado com mais respeito durante toda a caminhada.


