
“Talvez falte mais preparação mental”, diz Julia sobre a Seleção
A ponteira Julia Bergmann avaliou a campanha da Seleção Brasileira na Liga das Nações (VNL) e apontou que o vice-campeonato pode servir de aprendizado para a equipe na sequência da temporada. Após a derrota por 3 sets a 1 para a Turquia na decisão, a jogadora destacou a evolução do grupo ao longo da competição, mas afirmou que ainda há aspectos a serem desenvolvidos fora das quatro linhas.
O Brasil adiou o sonho do primeiro título da VNL ao ser superado pelas turcas por 3 sets a 1, de virada, na final disputada em Macau, na China. A seleção comandada por José Roberto Guimarães conquistou a quinta medalha de prata da história da competição, repetindo os resultados de 2019, 2021, 2022 e 2025.
– Acho que foi um processo de evolução. Foram vários jogos difíceis contra seleções muito boas que a gente conseguiu jogar muito bem, conseguiu ganhar. Isso mostra também que a gente consegue competir com qualquer equipe do mundo – disse Julia.
A ponteira lembrou, inclusive, da vitória sobre a Itália durante a competição como exemplo do potencial da Seleção.
– A gente ganhou da Itália, que foi um jogo muito bom. Infelizmente não conseguimos conquistar esse ouro, que a gente queria muito. Acho que a gente estava treinando e lutando muito para isso – completou a ponteira.
Apesar da frustração pelo resultado na decisão, Julia acredita que o vice-campeonato deixa lições importantes para o grupo. Na visão da atleta, a equipe ainda pode evoluir em diferentes aspectos para chegar ainda mais preparada às próximas competições.
– Falvez falte ainda mais preparação física, mais preparação mental, mais preparação fora da quadra também – avaliou Bergmann.
Após a campanha na VNL, a jogadora afirmou que o momento é de descanso e reflexão antes do próximo compromisso da Seleção Brasileira, que será o Campeonato Sul-Americano. O torneio continental vale classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
– Agora é aproveitar esse tempo para refletir, para descansar principalmente, recuperar todas as dores. E chegar bem no Sul-Americano, que é a nossa meta desse ano para conquistar essa vaga nas Olimpíadas – concluiu a jogadora.


