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Coluna - Destaques - Los Angeles-2028 - 14 de julho de 2026

Dois anos para LA-28: vôlei brasileiro vive momento de incertezas


Faltam exatamente dois anos para o início dos Jogos Olímpicos de Los Angeles-28. No marco da metade deste ciclo, vôlei e vôlei de praia, sempre esperanças de medalha para o Brasil, vivem um momento repleto de incertezas.

Nas quadras, a Seleção feminina, medalhista de bronze em Paris-2024, convive com problemas físicos de algumas protagonistas. Julia Kudiess perdeu a última edição dos Jogos após romper o ligamento cruzado do joelho. Voltou, brilhou em 2025 e no início de 2026, e acabou de sofrer a mesma lesão, agora no outro joelho. Joelho também tirou Ana Cristina de ação em boa parte do ano passado.

Para piorar, Gabi ainda não entrou em quadra pela Seleção em 2026, após lesionar a costela na temporada de clubes e sofrer com um problema nas costas nos últimos meses. Somando os problemas físicos das protagonistas, José Roberto Guimarães não tem conseguido colocar em prática os planos de montagem do elenco ideal. Em setembro, jogará no Rio de Janeiro pela vaga olímpica oferecida ao campeão sul-americano. Apesar dos pesares, o Brasil é muito favorito para carimbar o passaporte olímpico com dois anos de antecedência.

MAIS DÚVIDAS

Na Seleção masculina de vôlei, a situação é bem mais complicada. O Brasil não tem conseguido bons resultados nas últimas grandes competições internacionais, como a Olimpíada de Paris, em 2024, quando ganhou apenas do Egito, e o Mundial do ano passado, ao ser eliminado precocemente na primeira fase, terminando em 17º lugar.

Bernardinho reassumiu o comando antes dos Jogos de Paris e tem encontrado dificuldades na transição geracional. Na atual Liga das Nações, o time corre risco de ficar fora da fase final pela primeira vez na história. No Sula terá de desbancar a boa seleção argentina pelo alívio da vaga olímpica antecipada.

PRAIA

Dois anos atrás, o vôlei de praia do Brasil subia ao topo do pódio, aos pés da Torre Eiffel, com Duda e Ana Patrícia. Uma medalha de ouro das mais comemoradas. Na metade do novo ciclo, elas lutam para voltar ao alto nível. Após Paris, Duda se afastou das quadras para cuidar da saúde mental. Em 2026, aos poucos, elas retornam às principais competições.

COB vôlei de praia Dois anos
As campeãs olímpicas (Luiza Moraes/COB)

Carol Solberg/Rebecca e Thamela/Vic são as demais concorrentes aos dois lugares para duplas brasileiras em LA-28. E a disputa de três boas duplas tende a elevar o nível brasileiro no feminino.

Entre os homens, apenas Evandro/Arthur Lanci, neste momento, se firmaram no cenário internacional. Pouco para quem protagonizou nas areias mundiais nas últimas décadas.