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Destaques - Seleção Brasileira - 24 de agosto de 2026

Giovane e Maurício apontam fragilidades na Seleção Brasileira


Bicampeões olímpicos com a Seleção Brasileira, Giovane Gávio e Maurício analisaram e criticaram o atual momento da Seleção Masculina de vôlei. Em menos de um ano, o Brasil foi eliminado na VNL e no Campeonato Mundial, ampliando o mau momento da equipe de Bernardinho. Além disso, a equipe não conquistou medalha nos dois últimos Jogos Olímpicos, em Tóquio-2020 e Paris-2024.

Para Giovane, um dos principais problemas está na falta de uma transição semelhante à que marcou gerações anteriores. O ex-ponteiro lembrou que, quando chegou à Seleção, contou com o suporte de atletas experientes. Depois, fez o mesmo quando surgiram jogadores como Giba e Nalbert.

– Quando a gente chegou na Seleção, a gente teve o apoio de jogadores experientes, como Carlão, Amauri, Pampa e Paulão, que eram mais experientes. Depois, quando chegaram Giba, Nalbert, nós estávamos lá para apoiar os novatos. Já tínhamos vivenciado muita coisa e foi assim por anos e anos – afirmou Giovane, em entrevista à “ESPN”.

Segundo Giovane, a atual geração não teve a mesma oportunidade de aprender com atletas experientes dentro da Seleção. Ele citou Bruninho, Lucão e Wallace, jogadores que tiveram papel importante nos últimos ciclos, mas que não estão mais disponíveis para defender o Brasil.

– Hoje, a gente não consegue isso. Perdemos Bruninho, perdemos Lucão, Wallace. Perdemos porque eles não conseguem jogar pela Seleção. Então, os jovens estão meio sozinhos – analisou Gávio.

O ex-jogador também acredita que a renovação poderia ter começado antes, permitindo que os mais jovens adquirissem experiência ao lado dos principais nomes da geração anterior.

– Eles esperaram muito tempo para colocar esses jovens para jogar. Acho que poderiam ter sido colocados na fogueira mais rápido. Com suporte do Bruninho, do Lucão, do Wallace, que iam ajudar os caras – concluiu Giovane Gávio.

MAURÍCIO COBRA ATENÇÃO À BASE

Maurício concordou com a análise do companheiro e chamou atenção para outro problema estrutural: a formação de novos jogadores. Para ele, o Brasil perdeu força nas categorias de base, que durante décadas funcionaram como preparação para a Seleção principal.

– Sempre fomos muito fortes na base, sempre ganhamos muitos campeonatos de infanto-juvenil. Já chegávamos cascudos no adulto, e isso não está acontecendo agora com o voleibol brasileiro – afirmou o ex-levantador.

Maurício, entretanto, acredita que a recuperação não será imediata.

– Não vai ser tão fácil. A estrada vai ser longa, mas não podemos desistir. Vamos buscar novos caminhos para isso. Mas o caminho passa por aí também: fortalecer a base – concluiu Maurício.