Honorato
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Honorato ganha elogios na Seleção Brasileira

Renan e Tabach elogiam comportamento do ponteiro


Henrique Honorato nem lembra quando foi o primeiro contato com a bola de vôlei. Filho do técnico Manoel Honorato, ele se acostumou desde pequeno com o esporte, que praticava em uma quadra improvisada na garagem de casa. Da brincadeira com o pai e o irmão, o ponteiro de 26 anos agora busca seu espaço na Seleção Brasileira masculina, que enfrenta a Bulgária nesta terça-feira, às 15h30 (de Brasília), pela segunda etapa da Liga das Nações 2023, em Orléans (França).

– Eu aprendi a amar o vôlei desde cedo. Até porque era como meu pai sustentava a família. O vôlei sempre esteve presente na minha vida, veio naturalmente. Eu era daquelas crianças que invadiam a quadra no fim dos jogos. Tinha uma garagem lá em casa. Meu pai pegou uma rede velha, cortou ao meio e pendurou naqueles ganchos de rede de deitar. E aí eu jogava com meu pai e meu irmão, desde os 8 anos. A gente quebrava vários vidros, várias lâmpadas, até que chegou um momento em que meu pai desistiu de ficar trocando os vidros. E também de pintar a parede. Ficavam só as marcas de bola. Mas tudo isso me tornou o Henrique que sou hoje – conta Honorato.

Depois de estrear na Liga das Nações no ano passado, Honorato ganhou espaço no time nesta temporada. Ele participou das quatro partidas da primeira etapa, em Ottawa (Canadá), sendo titular no confronto com os Estados Unidos. Marcou 26 pontos (22 de ataque, dois de bloqueio e dois de saque), e é o brasileiro mais bem colocado no ranking de recepção da competição, com quase 25% de recepções perfeitas.

– Amadureci não só no vôlei, mas na vida também. Sempre busquei melhorar, aprender coisas novas, entender mais sobre meu corpo. Sempre fui bem focado no que eu tinha que fazer e busquei muitos feedbacks. Tudo isso está dando resultado hoje – explica.

Além de Honorato, Renan Dal Zotto convocou para a etapa de Orléans os ponteiros Adriano, Arthur Bento e Lucarelli; os levantadores Bruninho e Fernando Cachopa; os opostos Alan e Felipe Roque; os centrais Flavio, Judson, Lucão e Otávio; e os líberos Maique e Thales.

– A gente vem acompanhando a evolução do Honorato. Nas últimas Superligas, ele alcançou um nível muito bom, e isso vem se comprovando na seleção. O que chama atenção também é o extra quadra, o modo como ele se comporta em cada treinamento, o nível de atenção e de foco em todos os exercícios. Ele soma muito no dia a dia. E não tem como não falar da qualidade técnica. O Honorato exerce muito bem os fundamentos e tem uma margem grande de crescimento ainda – destaca Renan.

– Ele chama atenção porque tem sangue nos olhos o tempo todo, a determinação e a concentração que lembram um judoca indo para uma luta. Com ele não tem bola perdida. Ele dá muito volume ao time, o que é uma característica mais rara hoje em dia, e acaba contagiando todo mundo do time com essa energia – complementa o assistente técnico Ricardo Tabach.

Quinto colocado da Liga das Nações masculina após três vitórias em quatro jogos, o Brasil enfrenta Bulgária, Japão, Eslovênia e França nesta semana. Os oito melhores times da fase classificatória disputam a etapa final, na Polônia