
Rodriguinho celebra atuação “perfeita” e força coletiva do Sada
Um dos destaques do Sada Cruzeiro na conquista da Superliga Masculina diante do Vôlei Renata, no último domingo (10/5), no Ibirapuera, o ponteiro Rodriguinho deixou a modéstia de lado e assumiu o mérito de ter contribuído para o resultado com números expressivos. Ele terminou a partida com 11 pontos, todos de ataque, e impressionantes 83% de aproveitamento ofensivo.
– Cara, eu vou dizer que sim, foi uma atuação perfeita. Vou puxar sardinha um pouco para o meu lado. Sou uma pessoa que me cobra muito, mas com a cabeça no lugar, sabendo o meu potencial, sabendo a minha função, principalmente dentro da equipe – afirmou Rodriguinho.
O jogador explicou a importância do equilíbrio tático dentro do sistema do Sada Cruzeiro e destacou o papel dos ponteiros na construção do jogo.
– Eu sei da minha função no fundo de quadra, de errar pouco. Preciso dar o equilíbrio em alguns momentos ali. Então, a minha função, junto com o Alexandre e com o Willian, é fazer isso – comentou.
Rodriguinho também elogiou a distribuição do levantador Brasília e ressaltou como o desempenho coletivo potencializou as ações individuais.
– Essa atuação minha tem um mérito individual sim, mas com certeza tem um mérito como equipe, porque facilitou individualmente cada um se destacar. Facilitou o Brasília deixar o atacante no um contra um com o bloqueador. Facilitou os centrais rodarem bola com o passe na mão – analisou.
Maturidade após batidas na trave
O título veio após uma temporada em que o Sada Cruzeiro sofreu duros golpes diante do próprio Vôlei Renata, com derrotas nas finais da Copa Brasil e do Sul-Americano. Para Rodriguinho, o retrospecto negativo em alguns duelos anteriores não pesou emocionalmente na decisão, mas serviu como aprendizado.
– Eu acredito que sim. O retrospecto não trouxe um peso. Isso eu posso falar. Mas trouxe a maturidade de sabermos lidar com situações. Perder não é bom. Ninguém gosta, mas sabemos que até nas nossas derrotas tivemos possibilidades.
Segundo o ponteiro, o grupo optou por se blindar dos ruídos externos para chegar forte à final.
– Foi muito mais sobre nos fecharmos como grupo. Sabíamos o que tínhamos de positivo para conseguir entregar os nossos 100% e conseguimos fazer isso – concluiu Rodriguinho.


